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02/11/2026

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Mais de 33 países orientam famílias a estocar alimentos para emergências

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Pelo menos 33 países passaram a recomendar que a população mantenha reservas de alimentos, água e outros itens essenciais em casa para enfrentar possíveis emergências. As orientações, divulgadas em diferentes regiões do mundo, consideram riscos como conflitos internacionais, eventos climáticos extremos e interrupções de serviços básicos.

A quantidade de suprimentos recomendada varia conforme o país. França, Reino Unido, Canadá, Japão, México e Holanda orientam os moradores a manter estoques suficientes para pelo menos 72 horas. Já Suécia e Noruega recomendam reservas para até sete dias, enquanto a Alemanha indica um período de até 10 dias.

Na França, o governo regional da Normandia publicou um alerta nas redes sociais na terça-feira (27), pedindo que os moradores não deixem os preparativos para a última hora. “Não espere que uma emergência aconteça, prepare-se agora!”, diz a mensagem.

No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham também incentivou a população a guardar alimentos não perecíveis, como feijão e sopa enlatados. Nos Estados Unidos, as orientações oficiais recomendam manter comida, água e outros itens suficientes para vários dias.

Entre os produtos indicados estão alimentos de longa duração, água potável, medicamentos, pilhas, lanternas e rádios. Na Índia, o governo também aconselha a montagem de kits para desastres, mas não estabelece um prazo específico para a duração dos estoques.

A iniciativa faz parte de um movimento de preparação para situações de crise. Em março de 2025, a União Europeia apresentou uma estratégia para enfrentar ameaças geopolíticas e desastres relacionados ao clima.

Nos Estados Unidos, o Pentágono também lançou o programa FORTRESS, voltado à autonomia de instalações militares. A proposta é permitir que mais bases funcionem de forma independente por até 90 dias em caso de interrupção das cadeias de abastecimento. A iniciativa, porém, não faz parte das recomendações destinadas às residências.

As orientações não significam que os governos esperem uma guerra ou um grande desastre em breve. O objetivo é permitir que as famílias enfrentem interrupções temporárias até que os serviços de emergência possam prestar assistência.

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