Um incêndio atingiu a Igreja Matriz de Treze de Maio, no Sul de Santa Catarina, na manhã do dia 11 de outubro, pouco depois do fim da missa. As chamas danificaram a estrutura do templo, mas não deixaram feridos. A Polícia Civil investiga as causas do fogo.
O incêndio começou por volta das 10h22, na parte dos fundos da igreja, na região da sacristia. Uma pessoa percebeu a fumaça saindo do local e acionou as equipes de emergência. Naquele momento, o templo já estava fechado.
Moradores conseguiram retirar imagens sacras, bancos e outros objetos antes que o fogo se espalhasse. O combate às chamas mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar e de corporações voluntárias de Jaguaruna, Sangão e Treze de Maio.
A Paróquia de Treze de Maio lamentou o ocorrido em uma nota publicada nas redes sociais. “O incêndio deixou marcas em nossa igreja, mas não pode apagar tudo o que ela representa para nós”, declarou.
A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o caso. Os investigadores buscam depoimentos e imagens de câmeras de segurança. Também aguardam o laudo dos bombeiros e uma avaliação técnica de engenharia sobre as condições da estrutura.
Segundo a Polícia Civil, o fogo começou nos fundos da igreja e se espalhou rapidamente, atingindo a estrutura do templo. A causa ainda não foi identificada, e novos detalhes não foram divulgados para preservar o sigilo da investigação.
Condenação por desvio de dinheiro
Dois dias antes do incêndio, na sexta-feira (9), a Justiça condenou um ex-funcionário da paróquia por 11 crimes de furto qualificado. Ele recebeu pena de 4 anos, 5 meses e 10 dias de prisão, em regime inicial semiaberto.
O homem trabalhava no controle financeiro da igreja e tinha autorização para movimentar contas da paróquia, de capelas e de sacerdotes. Entre 2011 e 2012, desviou mais de R$ 100 mil, segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC).
As fraudes envolviam retenção de depósitos, preenchimento de cheques em branco e transferências sem autorização. Entre os valores desviados estavam R$ 9 mil destinados a uma capela e R$ 2.366,67 que seriam usados para pagar uma escultura sacra.
O MPSC recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina para tentar ampliar a condenação e obter uma indenização mínima de R$ 100 mil para reparar os prejuízos causados à igreja. O recurso ainda aguarda julgamento.
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