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09/05/2026

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Peninha é indiciado por discriminação religiosa após vídeo contra evangélicos

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O jornalista e escritor Eduardo Bueno foi indiciado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (7) por discriminação religiosa contra evangélicos. A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância após a publicação de um vídeo nas redes sociais, em janeiro deste ano.

Segundo a polícia, o inquérito apurou declarações feitas por Peninha em um vídeo publicado em 28 de janeiro de 2026. Na gravação, ele afirmou que evangélicos não deveriam ter direito ao voto e usou termos ofensivos para se referir ao grupo religioso.

O conteúdo acabou removido da internet por decisão judicial após representação feita pela própria Polícia Civil. Durante depoimento na delegacia, o escritor preferiu permanecer em silêncio.

O indiciamento foi baseado no artigo 20, parágrafo 2º, da Lei Federal 7.716/89, que trata do crime de discriminação religiosa praticada pela internet. Agora, o caso será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.

Em nota, os advogados Alexandre Wunderlich e Camile Eltz de Lima disseram que as declarações do jornalista ocorreram dentro da liberdade de expressão e tiveram “finalidade jocosa”.

A defesa também afirmou que não houve preconceito religioso e declarou acreditar que o indiciamento será revertido na Justiça.

O caso ganhou repercussão nacional após o vídeo circular nas redes sociais. Na gravação, Peninha associa o conservadorismo brasileiro ao público evangélico e defende que fiéis não participem das eleições.

“Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor. Deveria ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor. Por que, se eles não votam para pastor, se eles não escolhem nem o pastor deles? Eles escolhem a igreja, não o pastor. Não foram eles que botaram aquele pastor lá. Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, para deputado federal, para senador, para presidente? Não, eles não têm que votar”, disse o escritor gaúcho.

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