O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29), em Brasília, a indicação do advogado-geral da União Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o AGU, que é evangélico e ligado à esquerda, recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, ficando abaixo dos 41 necessários para assumir a cadeira.
Após a derrota, Messias afirmou que encara o resultado com fé e disse que sua trajetória não termina com a rejeição. “Lutei o bom combate. Como todo cristão. E preciso aceitar o plano de Deus na minha vida”, declarou.
O advogado também afirmou que enfrentou uma campanha para prejudicar sua imagem durante o processo de indicação. “Passei por 5 meses um processo de desconstrução da minha imagem. Toda sorte de mentiras para me desconstruir”, disse, sem citar nomes diretamente.
Mesmo derrotado, ele agradeceu ao presidente Lula pela confiança. “Sou grato a Deus por ter passado por este processo e eu sou grato pela confiança que o presidente Lula depositou em mim”, afirmou.
A rejeição marcou um fato histórico: foi a primeira vez, em 132 anos, que o Senado derrubou uma indicação para o STF. Segundo registros, as últimas recusas ocorreram em 1894, durante o governo de Floriano Peixoto.
Messias havia sido aprovado anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) por 16 votos a 11, mas encontrou resistência maior no plenário. A vaga surgiu após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso, em outubro de 2025.
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