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06/06/2026

Entretenimento

Califórnia avança com projeto para reconhecer feriados muçulmanos

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A Assembleia Legislativa da Califórnia está avançando com o projeto de lei AB2017, que pode reconhecer oficialmente os feriados muçulmanos Eid al-Fitr e Eid al-Adha como datas estaduais. A proposta foi apresentada pelo deputado Matt Haney durante o Ramadã e aguarda os próximos passos no processo legislativo

Segundo Haney, a medida busca garantir que muçulmanos possam celebrar datas importantes de sua fé sem prejuízos no trabalho ou nos estudos. “Nenhum trabalhador deveria ter que escolher entre honrar sua fé e manter seu emprego”, afirmou. “Mas é importante reconhecer que esta não é apenas uma data no calendário. Trata-se de dizer aos estudantes, trabalhadores e famílias muçulmanas em toda a Califórnia que sua fé, suas tradições e suas celebrações importam.”

Caso a proposta seja sancionada pelo governador Gavin Newsom, escolas e faculdades comunitárias poderão optar por suspender as atividades nessas datas.

A senadora estadual Aisha Wahab defendeu a iniciativa e disse que o reconhecimento deveria ter ocorrido antes. “Temos visto as dificuldades enfrentadas pelas comunidades negra, latina, asiática e muitas outras. Esta situação não é diferente”, declarou. “E o fato de estarmos fazendo isso em 2026, no estado da Califórnia, é uma vergonha. É uma vergonha que isso ainda não tenha sido feito.”

A proposta também recebeu críticas. O rabino Michael Barclay, apresentador do podcast “The Rabbi’s Table”, questionou a decisão do estado. “O estado da Califórnia não respeita nenhuma outra religião. Mas agora, de repente, eles estão se curvando e se conformando ao que é, na prática, a lei da Sharia”, disse.

Barclay argumenta que os muçulmanos representam cerca de 1% da população da Califórnia, enquanto cristãos somam aproximadamente 55% e judeus cerca de 3%. Para ele, o reconhecimento dos feriados islâmicos levanta questionamentos sobre a ausência de datas judaicas, como Rosh Hashaná e Yom Kippur, no calendário estadual.

O Eid al-Fitr marca o fim do Ramadã, período de jejum observado pelos muçulmanos. Já o Eid al-Adha é celebrado com reuniões familiares e tradições religiosas que incluem o sacrifício de animais em diversos países.

Durante a entrevista, Barclay também criticou movimentos pró-Palestina em universidades americanas e afirmou que parte dos protestos tem contribuído para o aumento do antissemitismo. “Tudo, praticamente tudo, está errado. O trabalho de um professor é educar, não doutrinar”, declarou ao comentar um discurso feito pelo professor Derek Peterson em uma cerimônia de formatura da Universidade de Michigan.

Peterson havia incentivado os formandos a demonstrarem apoio aos ativistas pró-Palestina. “Que nestes últimos dois anos abrimos nossos corações à injustiça e à desumanidade da guerra de Israel em Gaza”, afirmou.

O analista político Danny Burmawi, ex-muçulmano, também criticou a aproximação entre grupos islâmicos e setores da esquerda política. “O problema é que o Islã foi colocado no mesmo saco que os oprimidos no imaginário da esquerda radical, e eles não se importam com o que o Islã realmente diz, quais são suas intenções”, declarou.

Enquanto o debate continua, os legisladores da Califórnia seguem analisando o projeto. A decisão final dependerá da aprovação do texto e da sanção do governador Gavin Newsom. As informações são da CBN.

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