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19/07/2026

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Deputada cristã tem entrada barrada na Grã-Bretanha após condenação por defender casamento bíblico

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A deputada finlandesa Päivi Räsänen foi impedida de entrar na Grã-Bretanha após ter o pedido de Autorização Eletrônica de Viagem (ETA) negado. A decisão ocorreu por causa da condenação recebida em março deste ano, quando a Suprema Corte da Finlândia a multou por publicar versículos bíblicos e defender o casamento entre homem e mulher.

Segundo Räsänen, a negativa compromete uma viagem oficial prevista para agosto. Ela afirmou que foi convidada pelo presidente do Parlamento da Irlanda do Norte para participar de palestras e visitar o Parlamento britânico.

“Acho isso absolutamente chocante. No entanto, essa sentença é uma multa leve, 20 multas diárias. Na minha opinião, a sentença também é errada e injusta”, declarou a parlamentar.

Räsänen também afirmou que exerce o cargo de deputada e integra o Grupo de Amizade Britânica. “Se eu não puder fazer meu próprio trabalho por causa disso, acho isso completamente irracional. Acho que essas autoridades britânicas definitivamente deveriam retificar (a decisão)”, disse.

Embora possa solicitar um visto tradicional para entrar no Reino Unido, a deputada acredita que o pedido dificilmente será aceito pelos mesmos motivos que levaram à recusa da ETA.

“Estou investigando isso, mas tenho a impressão de que é um caminho inútil, pois tem exatamente os mesmos fundamentos que aqui (na ETA). Acho isso completamente descabido e chocante”, afirmou.

A condenação de Räsänen foi decidida por três votos a dois na Suprema Corte da Finlândia. Antes disso, ela havia sido absolvida tanto pelo Tribunal Distrital quanto pelo Tribunal de Apelação.

Para a parlamentar, a decisão cria um precedente contra a liberdade de expressão. “Considero essa decisão totalmente errada e completamente injusta”, afirmou. Ela acrescentou: “Mas isso nos mostra que tipo de consequências as restrições à liberdade de expressão podem acarretar.”

O bispo Juhana Pohjola, condenado no mesmo processo, também teve a autorização de viagem para a Grã-Bretanha negada em junho.

Räsänen informou que pretende recorrer da condenação ao Tribunal Europeu dos Direitos Humanos. Segundo ela, o recurso deverá ser apresentado até a próxima semana.

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