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16/06/2026

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Malafaia questiona voto de evangélicos na esquerda e cita perseguição a cristãos em países comunistas

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O pastor Silas Malafaia afirmou na última quinta-feira (11), durante participação no podcast “Iron Talks”, que cristãos não deveriam votar em candidatos que, segundo ele, defendem posições contrárias aos valores da fé cristã. Ao comentar o cenário político brasileiro, o líder evangélico citou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou a aproximação com regimes comunistas.

“Como é que um cristão pode votar em quem diz o seguinte? Aquilo que historicamente combatemos: costumes, família e pátria, princípios inegociáveis da fé cristã”, declarou Malafaia ao se referir a uma fala de Lula durante o Foro de São Paulo, em 2023.

O pastor também mencionou outra declaração atribuída ao presidente. “Lula disse nesse mesmo foro: ‘Eu tenho orgulho de ser chamado de comunista’. Ele que falasse isso em 2002 para ver se tinha apoio algum”, afirmou.

Durante a entrevista, Malafaia relacionou o comunismo à perseguição religiosa em alguns países. “A China comunista fecha igreja, prende padres, prende pastores. Na Coreia do Norte, se for descoberta uma Bíblia na casa de uma pessoa, a família morre. Cuba prende pastor, prende padre, fecha igreja”, disse.

Em seguida, ele questionou o posicionamento de parte dos eleitores evangélicos. “Você ora a Deus pelos nossos irmãos que são perseguidos nas nações comunistas e aqui apoia gente que apoia eles? Como é que acontece isso?”, perguntou.

Malafaia também rebateu o argumento de que religião e política não devem se misturar. “Não podemos misturar religião com política? PT falando isso? O PT começou nas comunidades da Igreja Católica”, declarou.

O debate sobre o voto evangélico ganhou força nos últimos anos devido ao crescimento desse segmento no Brasil. Dados demográficos apontam que os evangélicos representavam cerca de 22% da população em 2010, passaram para 32% em 2022 e podem chegar a 36% em 2026.

Esse avanço tem aumentado a influência do eleitorado evangélico nas disputas eleitorais. Atualmente, o grupo representa cerca de um terço da população brasileira e é considerado decisivo em eleições municipais, estaduais e presidenciais, especialmente entre candidatos identificados com pautas conservadoras.

Entre os jovens de 10 a 14 anos, 31,6% já se identificam como evangélicos, indicando que o peso político desse segmento tende a crescer nas próximas décadas. A maior concentração está na região Norte, onde estados como o Acre registram índices próximos de 44%.

Assista:

https://www.instagram.com/p/DZkrXa8ksVm/

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