Durante a CONAMAD-GO, convenção das Igrejas Assembleia de Deus Madureira, o bispo Samuel Ferreira criticou igrejas que, segundo ele, mudaram sua identidade ao adotar elementos como paredes pretas e iluminação de shows. A declaração foi feita durante sua mensagem no evento e repercutiu nas redes sociais.
Ao relatar uma experiência em uma igreja, o bispo disse que estranhou o ambiente logo na chegada. “Eu achei estranho. Cheguei, a luz tudo apagada. Eu falei para o motorista: ‘Mas é aqui mesmo?'”. Segundo ele, o templo tinha fumaça, efeitos de luz e paredes escuras.
Samuel contou que pediu para acenderem as luzes porque não conseguia enxergar a congregação. “Eu falei: ‘Como é que eu vou olhar para o povo se eu não enxergo nada?’. Pode acender a luz?”. Depois, afirmou que havia poucas pessoas no local e questionou o modelo adotado pela igreja.
O líder também criticou o que chamou de tentativa de manter o nome da Assembleia de Deus sem preservar suas características. “Quer ter o nome da Assembleia de Deus para fazer isso aí?”, declarou. Em outro momento, disse: “Eu nunca vi um crente se abastecer do Espírito Santo tocando rock”.
Além da estrutura dos cultos, Samuel Ferreira afirmou que a igreja deve permanecer acessível a todas as pessoas, independentemente da condição financeira. Ao comentar uma conversa que teve após a pregação, declarou: “O meu Jesus disse: ‘O pobre sempre tereis convosco'”. Em seguida, acrescentou que sua igreja recebe pessoas de diferentes classes sociais, sem distinção.
Ao encerrar a mensagem, o bispo fez um apelo para que as igrejas preservem aquilo que considera essencial na caminhada cristã. “Perca tudo nessa vida, mas não perca a noção que a obra anda nas tuas costas” e concluiu: “Não abram a mão do fogo. Nós não abriremos mão do fogo, custe o que custe”.
Assista:
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