O bispo Téo Hayashi, da Zion Church, compartilhou nesta semana, nas redes sociais, reflexões após ler o livro “Pra Onde Vai a Esquerda?”, de Guilherme Boulos. A publicação traz críticas à forma como a esquerda interpreta o crescimento dos evangélicos nas periferias.
Segundo Hayashi, uma das conclusões da obra é que a esquerda perdeu espaço entre parte da população e ainda busca entender as razões. Para o bispo, porém, a análise apresentada por Boulos não considera de forma adequada as escolhas feitas por esses brasileiros.
– A esquerda perdeu o povo e parece ainda não ter entendido por quê. Essa é uma das grandes conclusões de Pra Onde Vai a Esquerda?, de Guilherme Boulos. O livro reconhece que, enquanto a esquerda perdia espaço nas periferias, a igreja evangélica crescia justamente ali.
Hayashi também questionou a maneira como diferentes comportamentos de pessoas pobres são interpretados quando elas adotam posições diferentes da esquerda.
– Quando o pobre pensa como a esquerda, é consciência. Quando pensa diferente dela, é manipulação. Se virou empreendedor, foi capturado pelo capitalismo. Se ficou conservador, caiu na guerra cultural. Se virou evangélico, é culpa da teologia da prosperidade.
Outro ponto citado pelo bispo foi a atuação das redes sociais. Ele afirmou que a mobilização de grupos conservadores costuma ser atribuída à manipulação dos algoritmos, enquanto a resposta proposta seria disputar esse espaço da mesma forma.
Para Hayashi, o livro identifica o crescimento dos evangélicos, mas não compreenderia as razões que levam essas pessoas à fé.
– Talvez milhões de brasileiros não tenham sido manipulados. Talvez tenham encontrado na fé, na família, na comunidade, no trabalho e na responsabilidade pessoal respostas que a esquerda nunca ofereceu.
Ao concluir a reflexão, o bispo citou um trecho do livro de Oséias para relacionar o tema ao ensino bíblico.
– Como já dizia o profeta Oséias, “o meu povo perece por falta de conhecimento”.
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