As igrejas Internacional da Graça de Deus e Assembleia de Deus do Brás não conseguiram eleger os candidatos apoiados institucionalmente nas eleições deste domingo (4), em São Paulo e no Rio de Janeiro. Outras denominações também tiveram derrotas entre seus representantes.
Na Assembleia de Deus do Brás, o Ministério de Madureira pretendia eleger quatro deputados em São Paulo. O plano, porém, não se confirmou nas urnas, e nenhum dos nomes indicados pela igreja conquistou uma vaga.
Cezinha de Madureira (PL), que buscava a reeleição para a Câmara, recebeu 60.596 votos. Ele ficou em 21º lugar entre os candidatos do PL, que elegeu 19 deputados federais em São Paulo.
Cezinha terminou como segundo suplente e ainda pode assumir uma cadeira durante a legislatura. Na Alesp, Oseias de Madureira teve 42 mil votos e Elias de Madureira recebeu 32 mil, mas nenhum dos dois foi eleito.
Rogério de Madureira, candidato a deputado federal pelo interior paulista, também não conseguiu uma vaga. Ele recebeu cerca de 31 mil votos. A vereadora Pastora Sanda Alves ficou como primeira suplente para deputada federal.
Um dos poucos resultados positivos entre os nomes associados ao grupo foi o de Alex Madureira. Após se afastar da denominação, ele deixou de usar a identificação “de Madureira” e foi reeleito deputado estadual pelo PL, com 122 mil votos.
Filhos de RR Soares ficam sem mandato
A Igreja Internacional da Graça de Deus também teve dificuldades nas urnas. Os quatro filhos do pastor RR Soares que disputavam a reeleição não conseguiram novo mandato.
Em São Paulo, David RR Soares terminou em décimo na lista do Podemos, que elegeu seis deputados federais. Daniel Soares ficou em 14º na chapa de Progressistas e União Brasil, que conquistou nove cadeiras.
No Rio de Janeiro, Felipe RR Soares ficou como segundo suplente da federação formada por PSDB e Cidadania. Marcos RR Soares terminou como terceiro suplente de uma legenda que elegeu quatro deputados federais.
André RR Soares também não foi eleito para o Senado. Marcelo Crivella (Republicanos), seu primo e candidato ao mesmo cargo, recebeu 3,39% dos votos.
Universal e Quadrangular tiveram resultados diferentes
A Igreja Universal do Reino de Deus conseguiu reeleger Marcos Pereira (Republicanos) para a Câmara dos Deputados em São Paulo. Já Edna Macedo (Republicanos), irmã do bispo Edir Macedo, perdeu a vaga na Alesp e ficou como quinta suplente.
Na Igreja do Evangelho Quadrangular, Lucas Flores e Suéli Gonçalves, ambos do PL, não foram eleitos para a Assembleia Legislativa. Eles receberam 52 mil e 44 mil votos, respectivamente.
Jefferson Campos, também ligado à denominação, foi eleito para a Câmara e cumprirá seu sétimo mandato.
O Ministério do Belém da Assembleia de Deus teve resultado melhor. Marta Costa (PSD) foi reeleita deputada estadual e Paulo Freire (PL) manteve a cadeira na Câmara dos Deputados.
Fora de São Paulo, Silas Câmara (Republicanos-AM), ligado ao Ministério do Belém, ficou como primeiro suplente no Amazonas. Fran Bayer (Republicanos-RS), candidata institucional da Assembleia de Deus do Brás, terminou como segunda suplente.
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