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08/11/2026

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Otoni de Paula se diz perseguido pela “polarização” e afirma que sua igreja não fechou

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O pastor e deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) afirmou que tem sido alvo de perseguição por causa de seu reposicionamento político e negou que sua igreja tenha encerrado as atividades. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele explicou que a Assembleia de Deus Missão Vida deixou o imóvel que ocupava na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, após o fim do contrato de aluguel.

Segundo Otoni, a polarização política e o clima de hostilidade atingiram também o meio evangélico. Ele disse que passou a ser rejeitado por parte das igrejas após declarar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Por conta do meu reposicionamento político, eu fui praticamente cancelado na igreja evangélica de uma maneira geral e fui taxado de comunista, de fascista, enfim, todos os adjetivos que você possa imaginar”, declarou.

O pastor também mencionou que recebeu acusações e foi alvo de notícias falsas envolvendo seu nome. Ao comentar a derrota na tentativa de reeleição para deputado federal, afirmou que está acima das críticas.

Sobre a mudança do templo, Otoni explicou que a congregação contava com a ajuda financeira de um empresário para manter o imóvel alugado. No entanto, segundo ele, essa contribuição não poderá continuar, o que inviabilizou a permanência no endereço.

“Fim do contrato, eu não posso manter nem do meu bolso e nem com o caixa da igreja”, explicou.

Com isso, os fiéis passarão a frequentar a igreja sede da organização, localizada no bairro de Colégio, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Otoni ressaltou que a instituição continuará funcionando e que os membros seguirão recebendo assistência pastoral dele e de sua esposa, a pastora Silvana.

“Eu só estou fazendo esse vídeo para esclarecer; como homem público, eu preciso lhe dar esta satisfação do que aconteceu”, afirmou.

Ao encerrar a gravação, o pastor reforçou que a mudança diz respeito apenas ao imóvel alugado e não ao fim da congregação. “A igreja somos cada um de nós”, concluiu.

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