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25/10/2026

Entretenimento

Pastores acusam lei da Califórnia de ameaçar liberdade religiosa

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Pastores e grupos cristãos criticaram, em outubro, uma lei assinada pelo governador da Califórnia, Gavin Newsom, nos Estados Unidos, que exige orientações sobre discurso de ódio em treinamentos contra o assédio no trabalho. Os religiosos afirmam que a medida pode prejudicar pessoas que seguem ensinamentos bíblicos sobre sexualidade e gênero.

A lei AB 1803 foi assinada em setembro e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2028. A regra determina que empresas com cinco ou mais funcionários, já obrigadas a oferecer treinamento contra o assédio, incluam orientações sobre como reconhecer, denunciar e lidar com manifestações que humilhem ou incentivem o ódio contra grupos protegidos.

Entre as características citadas estão orientação sexual e identidade de gênero. O texto, porém, não prevê uma isenção explícita para instituições religiosas que defendem ensinamentos tradicionais sobre casamento e sexualidade.

Greg Burt, vice-presidente do Conselho Familiar da Califórnia, afirmou à Fox News Digital que o governo pode usar a medida para promover uma visão específica sobre esses temas.

“A Califórnia se entusiasmou com a possibilidade de reeducar toda a população em relação às suas crenças sobre gênero e orientação sexual”, declarou.

Burt também questionou a falta de uma definição legal clara para a expressão “discurso de ódio”. Segundo ele, essa indefinição pode abrir espaço para que opiniões religiosas conservadoras sejam tratadas como discriminação ou assédio.

O pastor Paul Chappell, da Igreja Batista de Lancaster, também se posicionou contra a legislação. Em participação no podcast de Todd Starnes, ele classificou o projeto como uma tentativa de criar preconceito contra conservadores.

Outro crítico é o pastor Jack Hibbs, da Calvary Chapel Chino Hills. Ele acusou os legisladores estaduais de tentar impor sua visão moral às igrejas por meio das novas regras.

“É uma intromissão na Igreja, que se coloca como polícia moral”, afirmou Hibbs à Fox News Digital.

O pastor também declarou que a medida será contestada. Para ele, o governo ultrapassa seus limites ao estabelecer regras que podem afetar a forma como as igrejas expressam suas convicções religiosas.

O material de treinamento divulgado pelo estado apresenta uma definição de identidade de gênero como a compreensão interna de cada pessoa sobre seu gênero. O conteúdo inclui possibilidades como masculino, feminino, uma combinação dos dois ou nenhuma dessas categorias.

Segundo Burt, as regras podem colocar empregadores diante de decisões difíceis sobre como lidar com funcionários que expressem crenças religiosas tradicionais. Ele também alertou para o risco de disputas judiciais envolvendo empresas e trabalhadores.

A legislação não cria um treinamento separado, mas determina a inclusão do novo conteúdo nos programas já existentes. As exigências também alcançam professores da rede pública e trabalhadores de setores sujeitos à regulamentação estadual.

A Equality California, organização que defende os direitos da população LGBTQ+ e apoia a legislação, argumenta que os treinamentos atuais apresentam falhas na prevenção do assédio e deixam trabalhadores expostos a ambientes hostis.

A entidade foi procurada pela Fox News Digital, mas não quis comentar o caso. O gabinete do governador Gavin Newsom e o Departamento de Direitos Civis da Califórnia também foram procurados para se manifestar.

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