A deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) conseguiu impedir a interrupção do chamado “Intervalo Bíblico” na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Antônio Dias Cardoso, em Vitória de Santo Antão, Pernambuco. Após a parlamentar acionar o Ministério Público Federal (MPF), a direção confirmou a continuidade dos encontros religiosos.
A controvérsia começou na segunda-feira (26), quando os organizadores anunciaram a suspensão das atividades. Em comunicado nas redes sociais, o grupo afirmou que a medida havia sido determinada pela gestão escolar por “motivos judiciais”.
A informação sobre a suspensão e, depois a regularização dos encontros, foi divulgada por mídias locais, como os sites Mais360 e Vitória Informa.
Diante da denúncia, Clarissa Tércio apresentou uma notícia de fato ao MPF e também cobrou explicações do Ministério da Educação (MEC), da Gerência Regional de Educação (GRE) Mata Norte e da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados.
Em nota, a direção da escola negou que houvesse proibição judicial ou institucional às manifestações religiosas. Segundo a gestão, foram feitas apenas mudanças nos horários e locais dos encontros.
A orientação é que as reuniões aconteçam durante o recreio ou o horário de almoço, em áreas abertas e sem prejudicar as aulas. A direção também afirmou que a suspensão inicial partiu dos próprios estudantes organizadores, que não concordaram com as adequações.
Após o diálogo entre as partes, os encontros foram autorizados a continuar dentro das novas orientações da escola.
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