O Centro de Reclamações da Defesa Cuba Decide (Defensa CD) registrou 137 violações da liberdade religiosa em Cuba durante setembro. Entre os casos relatados está o do pastor Alián López Rodríguez, que sofreu ameaças e tentativas de impedir seu trabalho religioso em Cabaiguán, na província de Sancti Spíritus.
Líder da Igreja Apostólica e Profética Tabernáculo da Promessa desde 2014, López relatou ter sido pressionado por agentes da Segurança do Estado. Segundo ele, os policiais tentaram convocá-lo por telefone para uma entrevista sobre assuntos migratórios, mas o pastor se recusou a comparecer sem receber uma intimação por escrito.
Depois da recusa, seis motocicletas com agentes foram até sua casa para levá-lo à igreja em Sancti Spíritus. Na ocasião, ele foi acusado de desobediência e ameaçado pelos policiais, que afirmaram que as convocações verbais tinham validade.
“Eles me ameaçaram acusando-me de desobediência”, contou o religioso à Defensa CD. O pastor também disse ter recebido informações sobre um possível plano para abrir um processo criminal contra ele.
O relatório aponta ainda que familiares e integrantes da congregação sofreram pressões. Apesar das ameaças, López afirmou que continuará à frente da igreja e criticou a atuação do governo cubano.
“Queremos uma Cuba livre e uma Cuba de paz”, declarou. Ele também responsabilizou as autoridades por qualquer situação que possa atingir sua família ou os membros da igreja.
De acordo com a organização, 90 pessoas foram perseguidas, assediadas ou detidas arbitrariamente por motivos religiosos no período. Desse total, 55 eram homens e 35 mulheres. Havana concentrou 50 ocorrências, seguida por Villa Clara, com 24, e Pinar del Río, com 16. As informações são do EvangelicoDigital.
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