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16/04/2026

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Campo Grande amplia Lei do Silêncio e inclui igrejas em áreas protegidas

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A Câmara Municipal de Campo Grande aprovou, em 24 de fevereiro, um projeto que proíbe barulho em um raio de 200 metros de igrejas e templos religiosos na cidade. A medida altera a Lei do Silêncio e equipara esses locais a hospitais e escolas.

Com a mudança, cerca de 2.115 estabelecimentos religiosos passam a ter proteção contra ruídos durante os horários de culto. Antes, essa regra valia apenas para locais como hospitais, bibliotecas, escolas e postos de saúde.

O projeto foi apresentado pelo vereador Leinha (Avante), que defendeu a inclusão dos templos. Segundo ele, se igrejas já precisam seguir limites de horário e som, a vizinhança também deve respeitar os momentos de culto.

A proposta foi analisada e aprovada em regime de urgência. Durante a sessão, as comissões avaliaram o texto no plenário e consideraram o projeto regular para votação.

A mudança ainda depende da sanção da prefeita Adriane Lopes (PP) para entrar em vigor.

O vereador Jean Ferreira (PT) criticou a medida e pediu veto. Ele afirma que a alteração pode afetar cerca de 2.600 bares e restaurantes e atingir até três mil trabalhadores, além de impactar eventos como Carnaval, festas juninas e celebrações de Natal.

Jean também disse que a proposta surgiu após reclamações sobre o barulho de ensaios de escola de samba perto de uma igreja. Para ele, o caso seria isolado e não justificaria a mudança na lei.

Em resposta, Leinha negou motivação pessoal e afirmou que o objetivo é garantir respeito aos cultos. Segundo ele, a regra será válida apenas nos dias e horários em que as celebrações acontecem.

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