Para o pastor Silas Malafaia, da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC), a ação da Polícia Federal contra o Banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), não deve trazer consequências políticas ou eleitorais para candidatos evangélicos. A declaração foi feita na quarta-feira (24), um dia após a deflagração da Operação Miragem.
Malafaia afirmou que a investigação está relacionada ao banco e não às demais igrejas evangélicas. Segundo ele, o caso não afeta outras denominações nem seus representantes políticos.
“A Igreja Universal sempre foi isolada. Existem três grupos evangélicos que não se misturam com os outros: a Universal, a Igreja da Graça e a Igreja de Valdemiro”, declarou o líder evangélico para o jornal Estadão.
O pastor também rejeitou qualquer ligação entre a investigação e o restante do segmento evangélico. “Nós não temos nada a ver com isso. Isso é um problema deles. A nós não prejudica em nada. Isso é um problema do banco deles”, afirmou.
A Operação Miragem investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Digimais. Conforme a Polícia Federal, a instituição financeira teria adotado práticas semelhantes às atribuídas ao Banco Master.
Na segunda-feira (23), a IURD divulgou uma nota afirmando que Edir Macedo “não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil da instituição”.
A igreja também declarou que “a condução das atividades é de responsabilidade exclusiva dos executivos e profissionais legalmente habilitados para responder perante os órgãos reguladores”. A nota acrescenta que a instituição tem “plena confiança na lisura das apurações conduzidas pelas autoridades competentes” e que “os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade.
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