A União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) repudiou, nesta quinta-feira (11), reportagens publicadas pelos portais UOL e Metrópoles sobre movimentações financeiras da entidade. As matérias relacionam a associação a uma investigação da Polícia Federal (PF) envolvendo a produtora do filme Dark Horse.
Em nota, a Unigrejas afirmou que sobrevive de doações e que seus recursos possuem origem e destino comprovados. A entidade também declarou que todos os valores são contabilizados e informados à Receita Federal.
As reportagens citam dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), incluídos em uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF). O documento autorizou buscas da PF em uma investigação sobre suspeitas envolvendo emendas parlamentares.
Segundo os dados citados pelos portais, o Instituto Conhecer Brasil (ICB), responsável pela produção de Dark Horse, transferiu R$ 50 mil para a Unigrejas. A presidente do instituto, Karina Ferreira da Gama, teria enviado outros R$ 50 mil.
O Coaf também apontou mais de R$ 1 milhão em depósitos na conta da entidade, feitos em diferentes localidades. Cerca de R$ 928 mil desse valor teriam sido depositados em espécie.
A Unigrejas afirmou que as reportagens foram produzidas com “má-fé e preconceito religioso” e acusou os veículos de tentar promover um “assassinato de reputação”.
“Lamentavelmente, os veículos falharam no princípio mais básico do jornalismo ao não nos procurar para os devidos esclarecimentos”, declarou a entidade.
A associação também disse que as publicações, da forma como foram apresentadas, “fomentam o ódio contra os cristãos”. A Unigrejas não detalhou, na nota, a origem dos demais depósitos mencionados nos dados do Coaf.
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