A Igreja Universal do Reino de Deus divulgou uma nota de esclarecimento após a operação da Polícia Federal que investiga supostas irregularidades no Banco Digimais, instituição associada ao bispo Edir Macedo. No comunicado, a denominação afirma que o líder religioso não integra a administração executiva nem participa da gestão operacional, financeira ou contábil do banco.
Segundo a nota, a condução das atividades da instituição financeira é de responsabilidade dos executivos e profissionais habilitados perante os órgãos reguladores. A Universal também declarou confiar no trabalho das autoridades e informou que advogados acompanham o caso.
“Reiteramos nossa plena confiança na lisura das apurações conduzidas pelas autoridades competentes. Os advogados acompanham o processo de perto para garantir a rápida elucidação da verdade”, diz o texto.
A igreja também criticou parte da cobertura da imprensa sobre o caso. “Infelizmente, não podemos expressar a mesma confiança em alguns veículos de notícias que historicamente, há décadas, alvejam o Bispo Macedo e a Igreja Universal com notícias falsas, tendenciosas e maldosas”, afirmou.
O comunicado foi encerrado com a declaração: “Acima de tudo, e sempre, confiamos em Deus”.
A manifestação ocorre um dia após a Polícia Federal realizar uma operação contra dirigentes do Banco Digimais. A investigação apura suspeitas de fraude bancária e gestão irregular da instituição financeira.
De acordo com a PF, Edir Macedo teve o sigilo bancário quebrado no âmbito das investigações. Os investigadores também apontam o bispo como um dos responsáveis pelas práticas sob apuração, embora um eventual pedido de busca e apreensão não tenha avançado porque ele reside nos Estados Unidos.
A Justiça determinou o bloqueio de R$ 670 milhões em bens ligados ao banco. A investigação foi baseada em relatórios do Banco Central, que identificaram indícios de irregularidades na administração do Digimais, incluindo a emissão de CDBs em condições consideradas incompatíveis com o mercado e operações de valorização de ativos consideradas suspeitas.
O Banco Digimais informou anteriormente que está à disposição das autoridades e que colabora com as investigações.
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