O empresário Tallis Gomes, fundador da Easy Taxi e cofundador da G4 Educação, afirmou que passou a ser alvo de uma atuação do Ministério Público após autorizar a realização de uma célula cristã semanal na empresa. A declaração foi dada ao programa “O Antagonista Pensando o Brasil” e voltou a repercutir nas redes sociais.
Segundo o empresário, a ideia partiu dos próprios funcionários, que pediram autorização para usar um espaço da empresa para encontros de oração, louvor e estudo da Bíblia. Tallis afirmou que, embora seja católico, apoiou a iniciativa por considerar que ela faz parte da liberdade religiosa.
Durante a entrevista, ele declarou que foi alvo da atuação do órgão por causa da reunião religiosa. “Eu fui processado pelo Ministério Público porque toda segunda-feira na minha empresa tem uma célula dos evangélicos. Eles fazem orações, fazem louvor, e eu acho isso lindo”, afirmou.
Em uma publicação nas redes sociais, Tallis criticou a situação e questionou a atuação do Ministério Público. “Até onde vai a inversão de valores de um país em que o empresário que trabalha, emprega, educa e produz valor para a sociedade vira alvo por permitir que pessoas cultuem a Deus dentro da própria empresa?”, escreveu.
O caso ocorre em um contexto de investigações abertas em 2024 pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra a G4 Educação. Na época, o órgão instaurou procedimentos para apurar denúncias sobre possíveis práticas discriminatórias em contratações, jornada de trabalho, condições laborais e declarações públicas feitas pelo empresário.
Entre os pontos investigados estavam falas de Tallis Gomes sobre não contratar pessoas identificadas como “esquerdistas”, a defesa de jornadas de até 70 ou 80 horas por semana e declarações relacionadas à presença de práticas religiosas no ambiente corporativo.
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