O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (16), em Brasília, que aconselhou o papa Francisco a acabar com o celibato e permitir que mulheres sejam ordenadas como padres e bispas. A declaração foi feita durante encontro com pastores protestantes no Palácio do Planalto.
Lula recebeu representantes brasileiros e americanos da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito. Durante o encontro, ele afirmou que a Igreja Católica poderia enfrentar dificuldades caso não mudasse essas regras.
– Eu já tive a oportunidade de falar para o papa Francisco: enquanto a Igreja Católica não acabar com o celibato e permitir que as mulheres possam ser padres, possam ser bispos, as mulheres poderem falar, sabe? A gente vai ver a Igreja Católica passar dificuldades – disse.
O presidente comparou as duas tradições religiosas e afirmou que a participação feminina seria uma vantagem das igrejas evangélicas. Segundo Lula, mulheres podem ocupar diferentes funções nessas instituições.
– A mulher pode ser o que ela quiser. E é isso que faz com que a Igreja Evangélica tenha crescido tanto no Brasil – declarou.
A posição mencionada por Lula sobre o celibato contrasta com uma declaração feita por Francisco em janeiro de 2019. Na ocasião, durante o retorno da Jornada Mundial da Juventude no Panamá, o então papa afirmou considerar o celibato uma dádiva para a Igreja e disse ser contrário ao celibato opcional.
Durante a reunião, Lula também falou sobre sua relação com a religião. Ele afirmou considerar a fé algo sagrado e disse respeitar pessoas de diferentes crenças.
O presidente ainda relembrou questionamentos que recebeu ao longo dos anos sobre símbolos do PT, como a cor vermelha, a estrela e sua barba. Ao explicar o vermelho da bandeira, afirmou que já havia usado o sangue de Cristo como referência.
No encerramento, Lula voltou a abordar fé e espiritualidade e afirmou que cada pessoa deve exercer sua crença com respeito a Deus.
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