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23/09/2026

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Téo Hayashi diz que cristão não deve se omitir da política: “É um despertar da consciência”

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Um ponto central da fala de Téo Hayashi foi a responsabilidade do cristão na vida pública. Em entrevista ao +Forte Podcast, o bispo da Zion Church defendeu que a fé também deve orientar a participação na sociedade e na política.

Segundo Hayashi, esse envolvimento não precisa significar ativismo político dentro das igrejas. Para ele, o cristão deve compreender seu papel como cidadão e participar das decisões que afetam a sociedade.

“Não é porque eu sinto que eu tenho que usar o meu púlpito como um ativismo político, não. Eu acho que tem a ver com uma coisa que antes de eu ser eh ordenado ao pastor, antes de eu entrar no ministério tempo integral, era uma coisa que como um cidadão, como qualquer ser humano. Todo mundo tem CPF, então, é um despertar da consciência mesmo”, afirmou.

O bispo também falou sobre a necessidade de os evangélicos se aprofundarem nas discussões sobre política e sociedade. Ele relacionou esse processo ao ensino bíblico de fazer discípulos das nações.

Outro ponto abordado foi a relação entre fé e escolhas políticas. Hayashi defendeu que princípios bíblicos devem estar acima da dependência de nomes ou figuras políticas, lembrando que nenhum candidato é perfeito.

Ao tratar da responsabilidade individual, o pastor criticou o chamado “jeitinho brasileiro”. Segundo ele, não basta condenar casos de corrupção envolvendo políticos enquanto práticas desonestas são aceitas no cotidiano.

“O evangélico brasileiro vai ter que conversar mais, dialogar mais, se aprofundar mais. E eu acho que, infelizmente, e eu termino minha fala com isso aqui, infelizmente é aquele aquela máxima, né? O povo tem o político que merece. Mas eu falo, cara, será que a gente merece isso? Mas quando a gente faz vista grossa, as coisas erradas, quando a gente critica a corrupção do político, mas tá cortando fila do cinema, sabe? A gente é o tal do jeitinho, o jeitinho brasileiro, né? Que virou uma cultura, ficou algo cultural, né? Como se fosse a malandragem fosse algo positivo, purificado”, declarou.

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