O pastor Silas Malafaia afirmou, neste domingo (6), na sede da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (Advec), no Rio de Janeiro, que ele e sua esposa, Elizete, foram constrangidos durante uma abordagem da Polícia Federal no aeroporto do Rio em 20 de agosto de 2025. Emocionado, ele disse ser alvo de perseguição política e religiosa.
Segundo Malafaia, ele ficou por mais de três horas no aeroporto após retornar do exterior. O pastor afirmou que teve o passaporte, o telefone e cinco cadernos teológicos apreendidos pelos agentes.
– Eu sou um perseguido político e religioso e eu vou te provar – declarou à igreja.
Malafaia afirmou que os cadernos são instrumentos de trabalho e disse ter questionado a apreensão. Segundo ele, o delegado responsável pela abordagem teria demonstrado resistência em ficar com o material, mas recebeu uma ordem de Brasília para recolher os objetos.
O pastor também criticou a retenção de seu passaporte. Ele argumentou que a medida seria usada em casos nos quais existe risco de fuga e afirmou que estava chegando ao Brasil, e não deixando o país.
Durante o discurso, Malafaia relacionou a abordagem às críticas que vem fazendo ao ministro Alexandre de Moraes. Ele afirmou ter publicado mais de 50 vídeos contra decisões e ações atribuídas ao ministro nos últimos seis anos.
– Escolheu o cara errado. Só quem me para é Deus. E eu sei o meu papel profético nessa nação. E não me calo e não me calarei – disse.
Ao falar sobre a esposa, o pastor se emocionou. Segundo ele, Elizete também teve a bagagem revistada e chorou durante a abordagem.
– Eu não me importo com maldade contra mim. Eu estou preparado. Estou preparado até para ser preso. […] Agora você vê sua mulher ser constrangida, ter mala revirada, como se fosse uma vagabunda e uma bandida? – afirmou.
Malafaia ainda disse que os fiéis da Advec não deveriam considerar o episódio como um problema apenas pessoal. Para ele, eventuais ações contra sua liderança poderiam ter reflexos sobre a própria igreja.
O pastor também afirmou que pode sofrer novas medidas das autoridades e pediu aos membros da igreja que aguardem sua defesa caso isso aconteça.
– Pode mandar me prender, porque eu não vou me calar. Eu não vou me calar diante dos absurdos que eu conheço e sei – declarou.
Assista:
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