Entre junho e agosto de 2026, terremotos de magnitude superior a 7 atingiram regiões da Ásia-Pacífico e das Américas. Os tremores ocorreram nas Filipinas, Venezuela, México, Colômbia e Indonésia, além de outros abalos registrados em diferentes países.
Na Bíblia, terremotos aparecem em textos que tratam dos acontecimentos dos últimos dias. Em Mateus 24:7, ao falar sobre os sinais do fim dos tempos, Jesus afirmou que haveria “fomes e terremotos em vários lugares”, classificando esses acontecimentos como o “princípio das dores”.
O livro de Apocalipse também menciona terremotos em diferentes momentos. Passagens como Apocalipse 6:12, 11:13 e 16:18 apresentam grandes tremores relacionados às visões sobre o julgamento final.
Apesar disso, especialistas não apontam que a sequência de terremotos registrada em 2026 represente uma mudança anormal na atividade tectônica da Terra. Segundo dados citados de sismólogos e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a média histórica é de cerca de 15 terremotos de magnitude superior a 7 por ano.
Entre os principais tremores deste ano está o ocorrido em 7 de junho, nas Filipinas, com magnitude 7,8. O abalo atingiu a ilha de Mindanao e foi apontado como o maior terremoto registrado no mundo em 2026 até o momento.
Em 24 de junho, dois terremotos atingiram a região costeira da Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5. Os tremores ocorreram com poucos segundos de diferença e causaram danos em construções e infraestruturas.
No México, um terremoto de magnitude 7,3 atingiu a costa de Chiapas em 17 de julho. O tremor foi sentido em uma área extensa e provocou alertas temporários de tsunami.
A Colômbia registrou um abalo de magnitude 7,4 em 10 de agosto, no departamento de Chocó. Quatro dias depois, em 14 de agosto, um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a ilha de Flores, na Indonésia, provocando alertas de tsunami e deixando vítimas e desabrigados.
Também em agosto, Granada, na Espanha, registrou um terremoto de magnitude 5,0. O tremor provocou pequenas rachaduras em imóveis e levou ao fechamento temporário do palácio de Alhambra.
O que John Hagee afirma sobre os sinais
O pastor e televangelista americano John Hagee também relacionou terremotos e outros acontecimentos atuais às profecias bíblicas. Em um sermão recente, ele apresentou 10 sinais que, segundo sua interpretação, indicariam a proximidade do retorno de Cristo.
Hagee afirmou que os cristãos não podem determinar o dia ou a hora da volta de Jesus, mas podem reconhecer o período descrito nas Escrituras.
Entre os sinais citados por ele está a multiplicação do conhecimento, com base em uma passagem do livro de Daniel. Ao falar sobre os avanços tecnológicos, Hagee declarou: “Nossa geração é a geração que vivenciou a explosão do conhecimento”.
O pastor também citou a existência das armas nucleares como um elemento que, em sua interpretação, ajuda a compreender algumas profecias. “O segundo sinal profético de que somos uma nova geração terminal é o nascimento da guerra nuclear”, afirmou.
Outro ponto destacado foi a criação do Estado de Israel, em 1948. Hagee chamou o acontecimento de “o sinal profético mais dramático do século XX” e o relacionou às palavras de Jesus em Mateus 24 sobre a figueira.
O pastor ainda mencionou a recuperação do hebraico, o retorno de judeus para Israel, a reunificação de Jerusalém em 1967 e o avanço das comunicações globais como elementos ligados às profecias.
Ao falar sobre o alcance do Evangelho, Hagee citou a declaração de Jesus: “Este evangelho do reino será pregado em toda a terra… e então virá o fim.”
Terremotos e o fim dos tempos
Hagee também incluiu pandemias e terremotos entre os sinais que considera relevantes. Ao mencionar a pandemia de Covid-19, declarou: “Há alguns anos, as pessoas zombaram deste sinal profético… e então veio a COVID. A Bíblia nunca erra.”
A interpretação, porém, não significa que cada terremoto possa ser identificado como uma confirmação direta do fim dos tempos. No próprio ensino de Jesus, os terremotos são apresentados entre vários acontecimentos que antecedem o fim.
Ao concluir sua mensagem, Hagee reforçou que a profecia deve levar os cristãos à expectativa, e não ao medo. “Ninguém sabe o dia nem a hora… Mas podemos saber quando a Sua vinda está muito próxima.”
O pastor encerrou com outra declaração atribuída a Jesus: “Levantai a cabeça e alegrai-vos, porque a vossa redenção está próxima.”
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