Pesquisadores iniciaram, nesta semana, uma nova etapa de investigação na Formação Durupinar, no leste da Turquia. A equipe Noah’s Ark Scans começou a perfurar o local para analisar estruturas encontradas abaixo da superfície e verificar se há alguma relação com a Arca de Noé, descrita no livro de Gênesis.
A formação, que fica próxima ao Monte Ararat, tem um formato semelhante ao de uma embarcação. O grupo afirma ter identificado, por meio de radares, possíveis câmaras, corredores e túneis em diferentes níveis do subsolo.
Em uma atualização publicada no Facebook, Lauren E. Witzke, responsável pelo marketing e pela arrecadação de fundos da expedição, afirmou que os levantamentos apontaram três camadas subterrâneas.
“Varreduras de radar detectaram três camadas abaixo da superfície da formação; dentro dessas camadas, há câmaras, corredores, padrões organizados e túneis formados por ângulos retos perfeitos”, declarou.
Segundo Witzke, a equipe relaciona a descoberta ao relato bíblico de que a Arca teria sido construída com três andares. Ela também afirmou que pesquisadores envolvidos no trabalho descartam a possibilidade de a estrutura ser uma formação natural.
“Cientistas confirmam que a formação não é geológica. Eles afirmam e aqui cito as palavras deles que se trata de um ‘objeto feito pelo homem'”, disse.
A expedição pretende agora avançar para áreas que não podem ser examinadas diretamente por pessoas. Para isso, os pesquisadores planejam utilizar o Gopher, um robô subterrâneo criado para acessar espaços estreitos.
O grupo afirma que os radares também indicaram a existência de um corredor com mais de 76 metros de comprimento. A equipe pretende perfurar pontos específicos para retirar amostras e verificar o que existe nas estruturas identificadas.
Witzke afirmou ainda que as duas camadas inferiores aparentam estar preservadas. De acordo com ela, os pesquisadores acreditam ter encontrado o que pode ser um piso de madeira petrificada, mas a identificação ainda precisa ser confirmada.
A Formação Durupinar é investigada desde 1959, quando foi registrada em uma fotografia aérea durante um trabalho de mapeamento realizado pelo Exército turco. Pesquisas feitas posteriormente não encontraram evidências arqueológicas que comprovassem a existência da Arca de Noé no local.
Na década de 1980, o especialista americano David Fasold voltou a analisar a área com radar de penetração no solo. Ele defendeu a hipótese de que a formação poderia ser parte de uma antiga embarcação e relacionou suas dimensões às medidas atribuídas à Arca no relato bíblico.
A interpretação, porém, é contestada por geólogos, que consideram a estrutura uma formação natural moldada pela erosão. As chamadas pedras de arrasto encontradas nas proximidades também já foram apontadas como possíveis evidências da arca, mas pesquisadores apresentam outras explicações para sua origem.
Com a nova perfuração, a equipe Noah’s Ark Scans espera obter materiais que possam esclarecer a composição e a origem da formação. Até o momento, não há confirmação científica de que a estrutura seja a Arca de Noé.
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